quarta-feira, 16 de novembro de 2011

MOEDA vem do latim “moneta”.


MOEDA Do latim “moneta”, talvez porque as moedas romanas eram cunhadas no templo da deusa Juno Moneta, de “monere” = advertir. Peças de metal, bilhetes ou notas de valor determinado, empregados em transações comerciais para eliminar os inconvenientes e problemas da troca direta. Nos tempos primiti­vos, o comércio entre os indivíduos ou as coletividades era feito pela troca das utilidades, o que acarretava numerosos problemas entre os quais: a) qualitativos, porque nem sempre a utilidade oferecida encontrava condições dire­tas de aceitação, tendo de ser objeto de mais de uma troca para alcançar o objetivo em vista; b) quantitativos, porque quem dispu­sesse de uma utilidade de maior valor estaria em dificuldades para obter, de uma só fonte, compensação na troca por outras pequenas utilidades. Tais dificuldades impediam a cir­culação das riquezas e entravavam o desenvol­vimento econômico. O surgimento. da moeda, como denominador comum para os diferentes tipos de valores, permitiu que a troca se des­dobrasse em duas operações que se comple­tam: a compra e a venda. São três as funções principais da moeda: a) medir valores, isto é, servir de denominador comum para fixação de preços; b) transferir valores, isto é, facilitar a passagem de um artigo comercial de um dono a outro; c) acumular valores. Muitas modalidades de moedas têm sido empregadas pelos homens, através dos tempos: o chá, na Antiga China, as peles, entre os caçadores ca­nadenses, entre algumas tribos africanas, retalhos de couro estampado, na Região Norte da Antiga Rússia, barras ou outros objetos de metal de forma e peso variados. A linguística revela esses várias utilizações, assim: a) do la­tim “pecus” = gado, veio pecúnia; “caput” = cabeça, deu capital; b) do russo “koutnitsa” = marta, “kouna” = moeda. A Arqueolo­gia trouxe à luz exemplares de moedas de tempos muito remotos: barras e blocos de me­tais preciosos da Assíria, da Caldéia, do Egito; moedas cunhadas pelos gregos e romanos. Os metais preciosos sempre foram preferidos para moedas pela sua raridade, durabilidade, inalterabilidade e possibilidade de fragmen­tação sem perda de valor. Posteriormente, di­fundiu-se o uso de notas de papel (papel­-moeda) que circulavam em lugar do metal por comodidade apenas; permanecia, entretanto, o metal como garantia do papel em circulação. Em outras palavras, as notas de papel eram integralmente garantidas por depósitos corres­pondentes de metal nos Tesouros Nacionais. Qualquer indivíduo tinha direito de ir aos gui­chês do Tesouro e trocar ou converter suas notas, por um valor correspondente em metal. Do conceito de moeda-papel passa-se facilmente ao do papel-moeda. Toda vez que notas de papel circulavam em montantes superiores ao do metal em depósito surgia o problema da confiança na conversibilidade de papel em metal: com reservas metálicas relativamente menores, o Tesouro via-se sem condições de satisfazer todos os pedidos de conversão. Fi­nalmente, passou-se ao regime do papel­-moeda inconversível, onde as notas emitidas estão completamente desvinculadas de qual­quer padrão metálico. Circulam porque têm aceitabilidade geral como meio de paga­mento, e pela sanção legal que lhes confere curso forçado, isto é, todos são obrigados a aceitá-las mesmo não podendo ser convertidas em metal. Trata-se, então, de moeda fiduciária (de fidúcia, sinônimo de confiança). Seu emprego extinguiu, praticamente, o valor da moeda em si mesma e passou a situá-lo no con­junto de preços das mercadorias – quando os preços sobem o valor da moeda diminui, pois para obter-se a mesma utilidade torna-se ne­cessário empregar uma quantidade maior de moeda. Cada país adota um determinado tipo de moeda: cruzeiro, no Brasil; franco, na França; lira, na Itália; escudo, em Portugal; dólar, nos Estados Unidos da América do Norte; libra, na Inglaterra, e assim por diante. As trocas de moedas de, um país pelas de outro constituem operações de, câmbio. Chama-se moeda forte aquela que tem curso em qualquer país do mundo, pelo seu valor, estabilidade e conversibilidade. Moeda Bancária é a que se constitui dos depósitos bancários, que podem ser movimentados através de cheques.


Fonte: Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo – Fernando Bastos de Ávila – Fundação Nacional de Material Escolar – Rio de Janeiro – 1972

VEJA TAMBEM :

Moedas antigas de metal.



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