domingo, 11 de março de 2012

Curiosidades sobre Whisky


A Escócia possui dois registros oficiais comprovando a fabricação de "whisky Beatha". O primeiro deles, de 1491, é um lançamento de imposto classificando a bebida como produto medicinal e atribuindo o monopólio de sua fabricação ao Guid of Surgeon Barbers ( Liga dos Cirurgiões Barbeiros).

Existem muitas lendas e boatos. Vários países reivindicam para si a origem dessa bebida dourada, entre eles a Índia, a Irlanda e a própria Escócia.

ÍNDIA
Os Indianos contam que já produziam o whisky há cerca de 800 anos a.C..
IRLANDA
Na Irlanda, conta-se que o padroeiro do país, ST. Patrick, nos anos 400, já fabricava uma bebida com os mesmos ingredientes do whisky, muito tempo antes dos registros oficiais escoceses.
ESCÓCIA
Verdadeira Origem do Whisky

A primeira referência escrita ao whisky aparece num documento de 1494 em que o rei James IV ordenava ao frade John Cor para fazer "aqua vitae" na quantidade de "VIII bolts of malt" o que equivale a 400 garrafas de whisky quotidiano. O frade Cor pertencia à Ordem dos Beneditions na Abadia de Lindores. Diz-se que tal resultou do primeiro contacto do rei com a "aqua vitae" em Islay (ou "uisge beatha" em Celta) aonde teria estado em campanha no ano anterior.

Em 1505 foi criado o "Guild of Surgeon Barbers of Edinburgh" ao qual foi concedido o direito exclusivo de produzir e vender "aqua vitae" no burgo em resultado das suas propriedades medicinais.
Apesar da utilidade do refrigerar o "spirit” proveniente do alambique tenha sido descoberta ainda no Séc XV, foi apenas no Séc XVI que foram inventados os "Worms" assim como as vantagens do alongamento dos alambiques.
Como resultado da dissolução dos Mosteiros na Escócia em 1560, o conhecimento que os frades tinham da destilação foi abarcado pela comunidade pelo que se desenvolveu a produção doméstica. De tal forma se procriou que foi decretada a sua proibição em 1579 em anteciparão de fracas colheitas e restringida aos "Earls, Lords, Barons and Gentlemen" para seu próprio consumo. Levantada a sua proibição mais tarde a produção doméstica de "aqua vitae" tinha lugar para aproveitamento dos excedentes das colheitas, começando mesmo a ser exportada para Inglaterra, Irlanda ou França. Tal originou a primeira taxa imposta pelo Parlamento Escocês para ajudar o financiamento do exército contra Charles I de Inglaterra em 1644.

A primeira destilaria mencionada num documento oficial teve lugar em Ferintosh na "Black Isle" em 1670 e foi estabelecida por Duncan Forbes. Por ter sido mais tarde saqueada pelos apoiantes de James II em 1689, Mr Forbes reclamou uma indenização tendo-lhe sido concedido o direito de destilar whisky nas suas terras sem pagar imposto. Esse direito foi mantido até 1784 o que permitiu à família Forbes destilar mais de 2/3 da totalidade do whisky produzido.

A forma de aplicação do imposto sobre o álcool em 1725 teve como conseqüência a redução no consumo de cerveja e o aumento do de whisky. Tal só foi possível por se começar a destilar também trigo e cevada não maltada. As destilarias domésticas estavam isentas de imposto dado o caráter do seu autoconsumo embora o whisky servisse como moeda de troca por toda a Escócia. De novo o mau ano agrícola de 1757 levou à proibição da destilação legal e conseqüente falência das destilarias autorizadas. Dado que as destilarias domésticas pouco foram afetadas, estava iniciada a era do contrabando. Para sobreviver as destilarias oficiais sob a égide das famílias Haig e Stein criaram um monopólio e destilavam whisky de muito baixa qualidade dado ser consumido com água, açúcar e limão (o chamado "punch").


Em 1784 a "Wash Act" reduziu os impostos e introduziu a "Highland line" que marcou definitivamente a distinção entre os whiskies das Highlands e das Lowlands. Os primeiros não podiam ser vendidos abaixo daquela linha o que naturalmente levou ao acréscimo de contrabando. Tal fato conjugado com os múltiplos aumentos de taxas em redor de 1800 cuja incidência chegou a ser por alambique levou as destilarias a alterar o tamanho destes para pagar menos impostos. Por fim o "Excise Act" de 1823 ao reduzir os impostos e introduzir armazéns "duty free" para exportação, conseguiu colocar alguma ordem no sector aumentando o número de destilarias legais, sendo considerado como a base da indústria moderna.

Em meados do Séc. XIX todos os grandes nomes dos nossos dias tais como Ballantine, Johnnie Walker, Arthur Bell ou John Dewar fizeram fortuna com a descoberta do "blended" ou seja, a utilização de outros grãos que não a cevada maltada. Tal permitiu uma explosão do mercado sendo o Scotch exportado para todo e qualquer lugar aonde houvesse expatriados. O ataque dos vinhedos franceses pela filoxera teve a "virtude" de levar à substituição de brandy por whisky.

Os excessos de produção e de stocks levaram no início do séc XX a uma crise sem precedentes que a 1ª Guerra Mundial veio reforçar. Paradoxalmente a "Prohibition" nos E.U.A que durou entre 1920 e 1933 teve como conseqüência uma procura desenfreada de Scotch, vendido ilegalmente através das Caraíbas.
Wiston Churchill reconhecia a importância econômica que o Whisky teve para o Reino Unido após a 2ª Guerra, aligeirando a sua enorme dívida para com os E.U.A. A expansão que o sector sofreu levou à reabertura de várias destilarias antes encerradas tais como Glenturret, Benriach, Jura ou Caperdonich e muitas outras dobraram de capacidade. Esta tendência foi de novo contrariada em 1974 com o choque petrolífero não parando mais de subir desde então.

Os whiskys de malte receberam um novo ímpeto a partir dos anos 80 sendo a única forma de empresas independentes reagirem a excessiva concentração no sector: os grandes grupos tornavam-se auto-suficientes não deixando mercado para aqueles lhes venderem os seus maltes para incorporar nos "blends". Um novo consumidor emergiu em busca de mais diversidade e autenticidade, menos permeável às campanhas de "mass marketing". Esse é o consumidor do whisky de malte. Por outro lado, o whisky de malte passou também a ser um valioso objeto de coleção e de investimento. Uma garrafa de Bowmore do século passado atingiu a módica quantia de cerca de 4,750. Sinais de um futuro auspicioso para este produto!

whisky Johnnie Walker mais distribuído no mundoWhisky Johnnie Walker o mais distribuído no mundo
Johnnie Walker é uma marca de uísque escocês pertencente à Diageo e é produzido em Kilmarnock, condado de Ayrshire, Escócia. É a marca de uísque mais distribuída no mundo, vendida em quase todos os países, com vendas anuais de cerca de 130 milhões de garrafas.

História

Originalmente conhecido como Walker's Kilmarnock Whisky, a marca Johnny Walker é um legado deixado por John ‘Johnnie’ Walker depois que ele começou a vender uísque em sua loja, localizada em Ayrshire, Escócia. A marca se tornou popular apenas após sua morte, em 1857, quando seu filho, Alexander Walker e neto, Alexander Walker II estabeleceram a marca como uma das mais populares na Escócia.
Sob o comando de John Walker, a venda de uísque representava apenas 8% do faturamento da empresa, sendo que, sob o comando de Alexander, este percentual passou para uma margem entre 90 e 95%.
Até 1860 era considerada ilegal a venda de blended whisky.Neste período John Walker vendeu um grande número de garrafas de seu Walker’s Kilmarnock. Em 1865 Alexander produziu seu primeiro uísque misturado, o Walker’s Old Highland.

Alexander Walker criou a tradicional garrafa quadrada, que acompanha a marca até hoje, em 1870, possibilitando o armazenamento de um maior número de garrafas em um menor espaço físico. Outra característica padrão das garrafas de Johnny Walker é a logomarca, que é selada na garrafa em um ângulo de 24 graus. Uma curiosidade é que, em recente reportagem da folha de São Paulo, foi constatado que o Brasil é o país onde mais se consome o uísque Red Label no mundo.

No Brasil

O emergente mercado brasileiro de uísque tem uma série de pequenas e interessantíssimas particularidades. A primeira é que Recife (PE) é a cidade que detém o maior consumo de uísque per capita em todo o mundo. Os dados são da prestigiada publicação inglesa "The Whisky Magazine".

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