quarta-feira, 4 de julho de 2012

Como lidar com excesso de informação e manter-se criativo


Hoje, vivemos a era da informação. Mas ninguém mais dá conta de tanta informação!A grande quantidade de dados no ambiente de trabalho vem desencadeando um distúrbio de foco entre os profissionais, o chamado Déficit de Atenção Organizacional. Veja como lidar com isso .Além da TV, do rádio, dos veículos impressos e dos computadores “clássicos”, notebooks, netbooks, tablets, smartphones, e outros recursos que também fazem parte do dia-a-dia profissional, nos abarrotam de dados, sejam bons ou ruins, necessários ou desnecessários.Para se ter uma ideia, estima-se que de uma década para cá a humanidade gera em apenas um ano  milhares de vezes mais informação do que todas as civilizações que já existiram sobre a Terra.O que acontece é que, apesar do crescimento vertiginoso da tecnologia que nos traz informações, a nossa capacidade de absorvê-la e de lidar com ela permanece a mesma. Temos a mesma composição genética e estrutura cerebral dos nossos tataravôs, ou seja, temos um limite humano para absorver e lidar com as informações.

Quais as consequências disso ? Várias,uma, é o stress!A outra, explicamos abaixo;

Existe um problema que se chama déficit de atenção do adulto, onde há certa tendência genética a regular mal o funcionamento de uma área do cérebro chamada região pré-frontal.Você esquece coisas com frequência? Distrai-se com facilidade? Tem dificuldade em se ligar a atividades que exigem atenção? Não consegue ficar com o corpo parado? Tem dificuldade de prestar atenção a alguém falando com você? É desorganizado? Estes são alguns sintomas do déficit de atenção do adulto.Parece que a torrente de informações no ambiente de trabalho chegou a tal montante que alguns estudiosos creem que existem adultos com déficit de atenção relacionado especialmente ao trabalho. Esta nova entidade, que vem sendo chamada de Déficit de Atenção Organizacional.

Como lidar excesso de informação e manter-se criativo

O que fazer, então? Viramos índios? Continuamos assim até enlouquecermos? Claro que não. Existem outras saídas e vamos falar aqui de três delas.

1 – Seleção
A primeira coisa é saber filtrar o que ler, ver ou ouvir. Um médico pode ser ajudado sabendo de uma nova epidemia que surgiu em alguma região do país, mas para que lhe serviria conhecer a melhor técnica de confeitar bolos? Um doceiro ficaria melhor lendo sobre a nova técnica de confeitar, mas de que lhe serviria conhecer em profundidade os detalhes da epidemia que agora é notícia? Saber filtrar o que é essencial, o que é útil e o que é só curiosidade, pode ser o primeiro passo para resguardar sua saúde mental.

Além disso, muitas vezes, não é nem necessário saber todas as coisas da própria profissão. Basta você conhecer as mais comuns, e quando quiser se informar sobre outros detalhes, saiber onde buscar a informação. E seu problema estará resolvido.

2- Pausas mágicas
Sabe quanto tempo você perde por ser interrompido por alguém no seu trabalho? Bem, segundo Victor González e Gloria Mark, no ambiente da tecnologia de informação alguém lhe interrompe a cada 11 minutos! Isso sem falar no smartphone despejando torpedos e e-mails numa frequência intolerável para a eficiente produção.

Simplesmente não há como produzir assim! Por isso, se você precisa criar, aprimorar ou inovar, deve haver momentos no decorrer do dia – pelo menos uns dois períodos de 90 minutos cada – onde você não seja interrompido. Nesses pequenos períodos, feche a porta, não veja e-mails, desligue o celular e combine com todos para não lhe chamarem.

3 -Meditação
Meditar ajuda a relaxar, a manter a atenção, a dormir melhor, além de trazer vários outros efeitos positivos para o praticante. Porém, outro efeito importante desse método é a capacidade de ‘desligar’ a mente pensante por alguns minutos. Essa prática traz um enorme descanso mental, melhora a performance, aumenta a produtividade e, além disso, nos dá um ‘refresco’ das gigantescas ondas de informação que nos bombardeiam diariamente. Ela é tão relaxante para a mente, que reduz mais o consumo de oxigênio cerebral do que o sono.

Medite, e encontre um lugar dentro de si que sempre esteve lá, mas que o tsunami diário de informações lhe impedia de conhecer.

Ter acesso a informações é uma benção. Mas saber lidar com elas é uma ação de saúde. Em alguns casos, até de sobrevivência.


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