terça-feira, 25 de setembro de 2012

Empresas utilizam Redes sociais para ver perfis dos consumidores


Se você faz parte de alguma rede social está fornecendo, até mesmo sem saber, informações preciosas que revelam seu perfil como consumidor. 
As empresas estão de olho no que circula nesses ambientes virtuais buscando ampliar a clientela. 
Quem divulga fotos de viagens, faz comentários sobre produtos preferidos ou deixa visíveis os locais por onde anda, além de dar informações de bandeja às companhias, está se arriscando, alertam especialistas.
 A super exposição da privacidade pode causar desde um mero inconveniente, como o recebimento de propaganda não solicitada, até problemas graves, como o uso das informações em golpes.

Pesquisa realizada em 2010 pela consultoria Deloitte revelou que 70% das empresas brasileiras utilizavam as mídias sociais. A maioria delas (83%) admitia que estava presente nas redes com o objetivo de promover ações de marketing e de divulgação de seus produtos e serviços. Para alcançar suas metas, as empresas são orientadas a conseguir traços bem definidos sobre o comportamento de consumo do público que deseja atingir. E é nesse momento que as publicações dos internautas passam a ter valor para o mercado.

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— É possível obter (nas redes sociais) uma série de informações a respeito de atitudes, hábitos e preferências de consumo, expressas de maneira espontânea pelas pessoas nos seus perfis. De posse dessas informações, as empresas podem avaliar a qualidade de seus produtos, serviços e atendimento ao público, a adequação de soluções às necessidades do consumidor e as oportunidades, analisando seu desempenho e o da concorrência — diz Melissa Cavalheiro, especialista em planejamento estratégico e membro da SCIP Brasil, instituição sem fins lucrativos voltada à gestão de negócios.
Acesso a dados básicos
Segundo André Tenenbaum, diretor da agência digital Zona Internet, que oferece soluções on-line, as empresas não têm como monitorar detalhes da vida dos usuários. Entretanto, recorrem às redes sociais em busca de informações que permitam criar, por exemplo, campanhas de lançamento de produtos:

— As empresas, por meio do botão "Curtir" do Facebook, por exemplo, não têm acesso a dados básicos dos usuários. Apenas a informações sobre gênero e área demográfica, ou seja, onde está esse usuário. O importante hoje em rede social é o engajamento, então, a empresa, por meio de análises de relatórios, tem condições de saber se o internauta está interagindo com sua marca — diz Tenenbaum.
Endereço, números de telefone, de documentos, de cartões de crédito, além de fotos que identifiquem a família e os locais mais frequentados, entre outras informações, não devem ser divulgadas nas mídias sociais. Esses dados podem “cair na rede” de forma indiscriminada, principalmente se o internauta utilizar aplicativos que tenham o Facebook como base de dados. Por isso, antes de aceitar qualquer aplicativo, especialistas recomendam que o usuário verifique quais informações serão repassadas para a rede. E decidir se autoriza ou não o acesso a esses dados.


— As pessoas não têm a dimensão da conectividade da rede. Publicam como se só estivessem falando para os amigos mais próximos. A cada clique do internauta, o Facebook e o Google sabem onde você está e para onde você está indo. E a maioria das pessoas nem se dá conta disso — afirma Klaus Denecke Rabello, professor de comunicação digital da ESPM-RJ.


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